Os melhores filmes de 2019

Por Mario Abbade

Mais um ano se passou e mais uma vez a Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) se reuniu para deliberar e votar democraticamente os melhores filmes do ano, as homenagens e os destaques.  A reunião, que aconteceu no dia 7 de dezembro, elegeu dos melhores filmes lançados no circuito comercial entre 1 de dezembro de 2018 e 28 de novembro de 2019. Foram necessários três turnos, em que cada participante votou nos seus preferidos para que se chegasse a um veredicto. O sul-coreano “Parasita” (Gisaengchung), de Bong Joon Ho (Coreia do Sul, 2019), foi eleito o melhor filme do ano.

 

Os outros nove títulos em ordem alfabética são “A favorita” (“The favourite”), de Yorgos Lanthimos (Irlanda, Reino Unido e Estados Unidos, 2018); “A vida invisível”, de Karim Aïnouz (Brasil e Alemanha, 2019); “Ad astra: Rumo às estrelas” (“Ad Astra”), de James Gray (Estados Unidos e China, 2019); “Assunto de família” (“Manbiki kazoku”), de Hirokazu Koreeda (Japão, 2018); “Coringa” (Joker), de Todd Phillips (Estados Unidos e Canadá, 2019); “Dor e glória” (“Dolor y gloria”), de Pedro Almodóvar (Espanha e França, 2019); “Era uma vez em... Hollywood” (“Once upon a time... in Hollywood”), de Quentin Tarantino (Estados Unidos, Reino Unido e China, 2019); “Guerra fria” (“Zimna wojna”), de Pawel Pawlikowski (Polônia, Reino Unido e França, 2018); “O irlandês” (“The irishman”), de Martin Scorsese (Estados Unidos, 2019).

 

Outros filmes que chegaram ao segundo turno e não conseguiram entrar por um voto foram: “A mula” (“The mule”, de Clint Eastwood, EUA, 2018), “Bacurau” (de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, Brasil/França, 2019), “Homem- Aranha no Aranhaverso” (“Spider-Man: Into the Spider-Verse”, de Peter Ramsey, Bob Persichetti, Rodney Rothman, EUA, 2018), “Nós” (“Us”, de Jordan Peele, EUA/China, 2019), “Pássaros de verão” (de Ciro Guerra, Cristina Gallego,  Colômbia/Dinamarca/México/Alemanha/Suíça/França, 2018), “Toy Story 4” (de Josh Cooley, EUA, 2019) e “Vice” (de Adam McKay, EUA, 2018).

 

Os homenageados postumamente são a atriz Ruth de Souza, a cineasta Agnès Varda, Carlos Brandão, ex-presidente da ACCRJ e delegado da Fipresci na América do Sul, e Nelson Hoineff, um dos fundadores da ACCRJ e que foi presidente da Associação por quatro mandatos.

 

A “Melhor iniciativa cinematográfica de 2019” será concedida a Carlos Alberto Mattos pelo livro “Sete faces de Eduardo Coutinho”, que rendeu exposição, mostra e curso.

 

Infelizmente, não haverá a tradicional mostra no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB - Rio de Janeiro), que acontecia por lá ano após ano desde 2011. Segundo a instituição, por falta de verba para realizar o evento. Mas vale lembrar que não é a primeira vez que isso ocorre: apesar do sucesso de público de 2005 a 2008 no CCBB, a mostra foi descartada em 2009 e 2010 (nesses dois anos foi exibida no Instituto Moreira Sales) pelos administradores do Centro Cultural, retornando em 2011.

 

Apesar desse revés, a ACCRJ confirma a sua obrigação com o público e irá realizar a mostra no Estação (filmes eleitos) e na Cinemateca do MAM (homenageados), assim como irá produzir a revista com textos sobre o evento. Que 2020 seja cinematográfico, com filmes interessantes, e um ótimo ano para todos os cinéfilos.

Mario Abbade

Organizador da Mostra e Tesoureiro da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ)

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