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O SOLAR DAS ALMAS PERDIDAS - Inovação e ousadia

April 11, 2019

Lewis Allen inovou ao colocar no filme recursos que na época (1944) ainda eram pouco explorados, como o frio que acomete os personagens quando há algo sobrenatural. E foi ousado ao adaptar para o cinema o livro da feminista Dorothy Marcadle, contendo uma personagem homossexual, ainda que implícita, o que fez a Paramount receber reclamações de conservadores.

 

É uma história de fantasmas com tanta imersão que acreditamos totalmente na presença dos espíritos mesmo sem vê-los. A trama se passa na casa onde, 17 anos antes, Mary Meredith morreu em circunstâncias suspeitas. Depois, é revelado que seu marido (pintor) e sua modelo morreram também; há um mistério envolvendo os três. A filha dos dois mora com o avô em outro lugar e passa a vida obcecada pela mãe. Eis que um casal de irmãos compra a casa, aí começam as aparições e a certeza de que espíritos vagam por lá. 

 

A enfermeira Holloway (Cornelia Skinner) é quem mais se destaca pela atuação, algo intencional, já que é ela a personagem homossexual. O amor é tão grande que Holloway seria capaz de levar segredos de Mary para o túmulo e ainda matar por ela. Em uma cena, a descreve como deusa e conta que passavam noites conversando, planejando como seriam suas vidas inteiras juntas. Sua clínica de repouso até mesmo tem o nome da “amiga”, e em seu escritório há um enorme retrato dela.  

 

A história é bem amarrada e contém uma reviravolta interessante. A indicação ao prêmio de fotografia foi merecida: é espetacular, desde a cena inicial, em que é mostrado um mar revolto, até as cenas usando apenas luz de velas. No terror da época, a comédia era muito usada, mas aqui nem tanto, existindo apenas no personagem de Ray Milland (de "Disque M para matar”).

 

Alusões Homoeróticas do Cinema Clássico

Cinemateca do MAM

De 8 a 14 de abril

Ingressos gratuitos

Cinemateca do MAM

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 - Praia do Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 20021-140

Telefone: (21) 3883-5630

 

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