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Uma inspirada biografia musical

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Há filmes que, ao longo dos anos, permanecem apenas como mais um filme e até caem no esquecimento. Há outros que se tornam clássicos e, quando reexibidos em retrospectivas, podem reviver o sucesso que tiveram no lançamento. Esse é o caso de “Música e lágrimas”, de Anthony Mann (1954), história do famoso músico Glenn Miller, um menino inquieto de uma cidade pequena que tinha ambição de tocar trombone em uma banda para criar sua orquestra com um “som próprio e único”. 

 

O ótimo roteiro de Valentine Davies e Oscar Brodney segue a trajetória do músico – o início difícil, precisando empenhar seu instrumento para sobreviver; a conquista de um emprego em uma banda de turnê; sua ida para Nova York em busca de um lugar ao sol no mundo musical; o início de sua própria banda; a carreira em Hollywood; o período em que se junta às Forças Armadas e se torna um músico militar; e seu desaparecimento aos 40 anos em um avião durante a Segunda Guerra Mundial. 

 

James Stewart tem um excelente desempenho como Miller, bem como June Allyson, que vive Helen Burger, a namorada dos tempos de faculdade com quem ele se casa. Há momentos memoráveis como aquele em que Miller contracena com o cantor e trompetista Louis Armstrong e o baterista Gene Krupa – interpretando eles mesmos – durante um show em uma casa noturna. 

 

Realizado com sensibilidade, esse filme encantador é também famoso pela trilha sonora, com músicas como “Moonlight serenade” e “In the mood”. 

 

Matéria publicada no The New York Times quando o filme foi lançado qualifica como cativante o tipo de música tocada por Miller e sua banda nos anos 1930 e início dos 40, uma citação adequada para a imagem biográfica que o filme faz sobre ele, sua mulher, sua música e sua carreira.

 

 

Aos leitores: este foi o último texto do grande Carlos Augusto Brandão e está publicado na revista da mostra “O Jazz vai para Hollywood” parceria ACCRJ/Cinemateca do MAM, setembro de 2019. Nosso companheiro na ACCRJ, integrante da diretoria da Fipresci e guerreiro da memória cinematográfica através do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro nos deixou em maio deste ano para ser eterno.

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